imóvel, os olhos semicerrados, fixos no teto de zinco, sem qualquer expressão. Sua pele estava pálida, quase acinzentada, sugerindo uma vida que se esvaía lentamente no esquecimento. Ao lado dela, havia duas mamadeiras vazias e um cobertor manchado de sangue seco. Os paramédicos correram até ela para verificar seu pulso e sinais vitais. Constataram que estavam fracos e quase imperceptíveis, mas, contra todas as expectativas, ela ainda respirava.
“Aqui! Ela ainda respira!” “Socorro!” gritou um dos paramédicos, iniciando os primeiros socorros. A mulher não reagiu, não moveu um membro sequer, mas seu peito subia e descia lentamente. Era como se seu corpo se recusasse a ceder, lutando por uma razão que só o instinto materno poderia explicar. Eles a colocaram na maca com toda a pressa para levá-la ao hospital. Enquanto a carregavam, Ramirez inspecionou a área, notando a completa ausência de comida ou água. Havia apenas roupas sujas e um caderno velho aberto sobre uma mesa bamba.