Ontem à noite meu filho me bateu, e eu não chorei.

Michael atendeu, com a voz rouca de sono.

“Laura?”

Levei dois segundos para falar, mas depois que falei, não havia mais volta.

“Ethan me bateu.”

Houve um silêncio pesado.

Então sua voz voltou, firme e constante.

“Estou a caminho.”

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Não dormi. Às quatro da manhã, eu já estava cozinhando — chilaquiles, feijão, ovos com linguiça, café. Peguei os pratos bonitos, aqueles que guardo para as festas, e estendi a toalha de mesa bordada que só uso em ocasiões especiais.

Não era uma comemoração.