Mas algo dentro de mim havia mudado, passando de gentil para implacável.
No estacionamento, o ar frio gelou minhas bochechas.
Entrei no carro e coloquei a sacola de presentes no banco do passageiro.
Por um instante, soltei um suspiro que quase se transformou em um soluço.
Então me endireitei.
Se pensavam que eu era cego, estavam enganados.
Se pensavam que eu era fraco, teriam uma surpresa desagradável.
Voltei para casa caminhando devagar.