O cobertor azul que eu segurava de repente pareceu um adereço de peça de teatro.
Não chorei.
Não saí correndo pela porta.
Dei um passo para trás.
Um passo.
Depois outro.
Meu corpo, guiado pelo instinto, moveu-se pelo corredor, passando por enfermeiras com sorrisos educados, famílias celebrando nascimentos reais.
Ao chegar ao elevador, apertei o botão com cautela, com medo de que meu dedo trêmulo me traísse.
As portas se fecharam.
Meu reflexo me encarava no metal escovado.
Eu parecia calma.