Muitas variáveis. Muito risco.
Agachei-me até ficar na altura da Lily.
“Vamos sair pela janela da sala de jantar, ok?” Sem fazer barulho. Como quando brincamos de espiãs.
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Ela estava tão assustada que nem sequer sorriu, mas assentiu com a cabeça novamente.
Conduzi-a pela mão pelo corredor, afastando-a da entrada. Cada passo parecia-me uma blasfêmia contra algo que podia explodir só de nos ouvir. A casa, que uma hora antes me parecera normal, agora parecia estranha, hostil, observando-nos. O frigorífico zumbia. Um relógio marcava os segundos. O aquecimento exalava um sopro baixo por alguma grelha escondida.
Tudo me parecia demasiado intenso.
Demasiado perigoso.
Enquanto caminhava pela sala de estar, vi a fotografia da família na prateleira: Derek com o braço nos