casou sua filha

firmes mesmo na lama. Caminharam por horas a fio, deixando para trás o aroma de jasmim e madeira polida, substituído pela podridão salgada das margens do rio e pelo ar pesado e úmido dos arredores.

A casa deles era uma cabana que suspirava a cada rajada de vento. Cheirava a terra úmida e fuligem antiga.

“Não é grande coisa”, disse Yusha. Sua voz foi uma revelação — baixa, melodiosa e desprovida das arestas que ela esperava encontrar nos homens. “Mas o teto aguenta, e as paredes não respondem. Você estará segura aqui, Zainab.”

O som do seu nome, pronunciado com tamanha gravidade silenciosa, a atingiu com mais força do que qualquer golpe. Ela se deixou cair sobre um tapete fino, seus sentidos hipersensíveis ao espaço. Ouviu-o se mover — o tilintar de uma caneca de lata, o farfalhar da grama seca, o acender de um fósforo.

Naquela noite, ele não a tocou. Envolveu-a com um cobertor pesado, perfumado com lã, e recuou até a soleira da porta.

“Por quê?”, ela sussurrou na escuridão.