Você podia sentir o quarto se fechando. O residente ergueu os olhos do monitor. A outra enfermeira parou de anotar. A vergonha fez seu rosto queimar tanto que doía. “Eu estava checando o cateter dele”, você disse, com a voz trêmula. “Me inclinei. Ultrapassei um limite. Então a mão dele se moveu.”
Silêncio.
Não um silêncio total — os monitores ainda emitiam bipes, o ventilador no quarto ao lado ainda respirava através da parede — mas um silêncio emocional, aquele que reduz um quarto a uma verdade insuportável. A expressão do Dr. Paredes mudou, não drasticamente, mas o suficiente. A outra enfermeira desviou o olhar primeiro. O olhar de Alejandro permaneceu fixo em você, indecifrável.
“Discutiremos isso mais tarde”, disse Paredes finalmente, com o tom inflexível que os médicos usam quando priorizam uma catástrofe. “Por agora, trace o cronograma exato. Depois, saia.”
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Você assentiu porque não havia mais nada a fazer.
Na sala de medicação vazia, faça